segunda-feira, 19 de maio de 2008

hot potatoes

entrei na taberna ao som de devo. todos sem excepção me olharam. pedi uma pastilha gorila, paguei e saí. tudo voltou ao normal.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

tava aqui, agora mesmo. vim buer um copo e tou com a sensação de q a taberna tá vazia. a susana tá a limpar os copos um a um e a colocá-los na prateleira para os clientes de amanhã. o dia tá prestes a terminar, definitivamente. só falta convidar-me a sair com um olhar na direcção da porta, fazendo de conta q algo lhe chamou a atenção, lá na rua. nao é nada. é mesmo só para q eu pense na rua e me dê conta de q nao estou lá. pronto, eu vou. o vinho também nao está a cair como de costume. temo até q me provoque azia durante a noite. um copo de água antes de deitar. até manhã!.. até manhã.. o ar húmido passa pelas portas de balanço e leva-me para casa ao som dos passos na areia.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

a taberna da prima susana

a taberna da susana era uma taberna de culto. cultivavam-se caricas mesmo à porta e pelo terreiro fora, todos os dias sem excepção. a prima susana varria a taberna de manhã. juntava as caricas, rolhas, biatas e maços de tabaco amassados num monte, por debaixo do banco de pedra ao lado da porta. e depois lá íamos nós esgravatar naquilo tudo à procura das caricas com imagens dentro. já não me lembro se eram as de sumol.. sei que poucas eram premiadas. o tapete de entrada era feito, também ele, de caricas. duas tábuas a par, cobertas de caricas voltadas para cima, bem pregadas. ali ficava o estrume em excesso, bem como metade da sola das botas. mas o sapateiro também precisava de ganhar a vida e ele era um dos principais clientes, por isso..
a taberna da prima susana era um espectáculo! com uma dúzia de metros quadrados, lá dentro cabia um mundo. o que nao coubesse vinha cá para fora jogar raiola.